Desde a minha última ida a BH estou pra fazer esse post sobre o Mercado Central! Quase me esqueci, mas acho que ainda tá em tempo, né!? Tenho uma relação muito estreita com o Mercado, pois além dos meus avós maternos terem vivido por anos ali, bem pertinho, eu mesma cheguei a morar na casa deles por um ano. E a ida ao Mercado Central era, no mínimo, semanal, quando não, diária, com minha vovózinha querida que está de longe nos vendo!!! Sabem do que me lembro? Meu avô comprava muuuuito jornal, lia muito, aliás, muitos. E, na época, no Mercado, eles compravam os jornais antigos para embrulhar as frutas/legumes (lembram disso?). Então! Meu avô dava os jornais pra gente (os netos), que íamos, felizes da vida trocar e ganhar nosso rico dinheirinho..rs. Tipo, uma “tonelada” do jornal devia dar uns 3, 4 reais hoje. Mas gente, era uma conquista TÃO GRANDE, que acho que aquilo tem um significado ENORME na minha vida, até hoje!
Inaugurado em 1929, o Mercado Central ocupa uma área privilegiada na região central de Belo Horizonte. Reunindo cerca de 400 lojas que oferecem uma variedade de produtos, desde hortifrutigranjeiros de ótima qualidade, laticínios e doces mineiros, o mercado conta, ainda, com artesanato regional, ervas e raízes medicinais, além de uma gama de serviços.
A tradição do lugar ganha respaldo com a comida típica mineira servida nos bares e restaurantes populares. Um dos pratos que merece destaque é o jiló com fígado, tira-gosto bastante apreciado pelos que não dispensam um pausa para uma cervejinha gelada. Alguns estabelecimentos famosos em Belo Horizonte ficam no Mercado Central. O Bar da Lora, com seus petiscos e sua cerveja gelada, ganhou o Comida di Buteco 2010.
Aos sábados, é uma tradição em BH que os restaurantes sirvam feijoada como prato principal. Dentre as melhores feijoadas da cidade está a do restaurante do Jorge Americano, um dos mais famosos torcedores do “Mequinha” em BH. Mas o que eu AMO mesmo é o Casa Cheia. Lembram de um Diário de Anita que mostrei o mexidão com com o “zoiudinho” em cima? Então! Olha como ele é preparado, que gracinha..rsrsrs..
E depois, ooooooooooooolha como ele fica. Nhamy!
No meio de tanta diversidade, há espaço também para uma capela, aberta para visitação diariamente e onde são celebradas missas nas manhãs de domingo. Quando disse ali em cima da relação estreita que sempre tive com o Mercado, muito vem da capelinha. Quando morei com meus avós, íamos tooodo santo domingo á Missa com ela.
Ela juntava os netinhos todos pra ir. E ela era daquelas que chegava mais cedo, ajudava o Padre, arrumava a capelinha antes e depois da missa e sóoo depois de tudo isso é que podia ir embora. Pergunta se a netaiada tinha paciência pra isso!? Mas hoje? Nooooossa, ai se pudesse voltar no tempo! Que saudade.. Não me curo dela..
Bom, até a década de 1970, foi o principal ponto de abastecimento da capital. De lá para cá, misturando memória com aspectos da vida moderna, o Mercado Central é mais do que uma grande feira: é um espaço descontraído de convívio social. Vejam algumas fotos que tirei com as principais atrações de lá: a gastronomia, a flora, fauna (siiiiim, tem muitos bichinhos por lá! Cachorrinhos, gatinhos, galinhas, passarinhos, etc etc.. – mas não pode tirar foto dessa parte!), as bebidas, os doces e queijos típicos de Minas, etc etc.













Vejam que legal esse vídeo do Mercado Central de BH em verso e prosa! Vídeo que apresenta, em verso e prosa, a essência cultural de Minas reunida em um só lugar: o Mercado Central. Uma vídeo produção da Anchor Filmes com a participação de Saulo Laranjeira e de diversos personagens reais do Mercado Central de Belo Horizonte.
Fonte: Guia BH






























































































